A Mirô esteve no Summit Paraíba 2026 como quem vai trabalhar, não como quem vai só assistir. Acompanhamos quase todas as palestras, anotamos frase por frase, e no meio do evento a nossa fundadora, Camila Marinho, ainda levou ao palco uma pergunta para o fenômeno das redes, Juliette Freire, sobre um assunto que é a razão de a agência existir: como usar a influência para o bem.
O evento reuniu nomes de branding, gestão, comunicação e comportamento do consumidor para falar sobre um problema que praticamente todo empresário enfrenta: como fazer a marca ser vista, lembrada e escolhida num mercado que não para de mudar. Reunimos aqui os pontos que mais nos marcaram, organizados por tema, porque foram muitas palestras e muita coisa boa para colocar tudo em apenas uma lista só.
A pergunta que resume o evento pra gente
Antes de entrar nos temas, vale contar uma coisa que aconteceu no Summit e que resume bem o motivo de a Mirô existir.
Camila perguntou para a Juliette, ao vivo, o seguinte: como micro e nano influenciadores, os que ainda não têm milhões de seguidores, podem seguir na influência do bem? Ela contou para Juliette que hoje o Brasil é o segundo país do mundo em número de influenciadores, e que na Mirô a equipe luta todos os dias para que marcas contratem influência que gera impacto positivo, não só alcance.
A resposta da Juliette veio direta:
“Há uma tendência na repetição, umas formas que as pessoas acabam ficando todas iguais, seja em aparência, seja em tipo de conteúdo, no caminho mais fácil. E a pessoa que ousa ser genuína, ela se destaca. Não precisa ter o cenário perfeito, não precisa ter o lugar, a hora, a estética. Precisa acreditar de verdade no seu potencial. Se eu não tivesse acreditado na potência que existia dentro de mim, eu era mais uma. Vocês não precisam repetir dancinha A ou B, eu nunca fiz isso na minha vida. Vocês precisam ser vocês, e isso é grandioso.”
Juliette Freire, empresária, campeã do BBB 21 e fenômeno das redes e da publicidade, respondendo à pergunta de Camila Marinho, fundadora da Mirô, no palco do Summit Paraíba 2026
Essa fala resume um problema que a Mirô vê todo dia trabalhando com marcas e criadores: o caminho mais fácil é copiar o que já funcionou para outra pessoa, mesmo que muitas vezes esse caminho não leve para uma influência positiva. O caminho que gera resultado de verdade é outro.
Foi praticamente unânime entre os palestrantes de branding e comunicação: quem não decide como quer ser visto, é visto de qualquer maneira.
Linda Carvalho abriu a palestra com uma pergunta que ficou ecoando entre o público: “se o seu faturamento dependesse só da sua comunicação pessoal, do seu CPF, quanto você faturaria esse mês?”. Ela apresentou o método PONTE (Posicionamento, Originalidade, Narrativa, Transformação, Experiência) como caminho pra vender sem parecer que está vendendo, e deixou um lembrete que vale para qualquer negócio, grande ou pequeno: as pessoas pesquisam você antes de comprar de você. Comunicação não é só o feed, é postura, roupa, pontualidade, voz. Tudo comunica, então é melhor que seja intencional.
Alessia Saluára, que assina como “a dama do branding”, foi na mesma direção por outro ângulo: a marca não é embalagem, é identidade. A mente humana não grava rótulo, ela guarda o que toca. A pergunta que ela deixou é uma que a Mirô já incorporou ao próprio diagnóstico de marca com cliente: se o seu concorrente tentasse copiar você, o que ele não conseguiria copiar?
Moisés Ramos, CEO da Âncora e fundador do próprio Summit Paraíba, trouxe uma estrutura especialmente útil para quem lidera negócios: os quatro níveis da influência profissional antes de chegar ao topo. Resultado, depois especialista, depois autoridade, depois associativo, o nível em que grandes players querem se conectar com você. Ele foi direto: ninguém presta atenção em quem não gera resultado, então o primeiro passo não é aparecer, é entregar.
Se tem um tema que atravessou o evento inteiro foi esse: reconhecimento rápido é fácil de conseguir, confiança não.
Diego Dantas, da Portomar, trouxe uma sigla que resume isso bem, o CESAQ: custo, entrega e experiência, segurança, qualidade no atendimento. Segundo ele, preferência não se compra, se constrói degrau por degrau, até o cliente escolher você sem ficar comparando. E deixou uma frase que resume bem o risco de crescer sem estrutura: vender muito sem ser recorrente é sorte, não é competência. Indicação, pra ele, também não é sorte, é processo. O cliente indica quando teve uma boa experiência, foi lembrado no momento certo e sentiu que a indicação dele importou.
Bruno Félix, consultor do Sebrae e do IEL, trouxe a provocação que mais repercutiu entre o público depois: sua empresa está ficando inteligente demais e humana de menos? Ele defende que o cliente não quer mais ser convencido, quer ser compreendido, e que marca, comunidade e relacionamento só existem em empresas que têm alma. Uma frase dele resume bem o que a Mirô costuma repetir para quem trabalha com conteúdo: quando você tem causa, você tem comunidade, e quando você tem comunidade, você não precisa vender.
Uma coisa boa do Summit é que ele não ficou só no lado criativo. Teve palestra inteira sobre número, processo e decisão, o que faz sentido, porque uma marca bonita sem gestão por trás não sustenta o negócio.
Moisés Ramos voltou ao palco para apresentar o modelo VINCE: visão, intencionalidade, norte, constância e eliminação. Uma frase dele valeu o grifo: empresas que crescem não são as melhores, são as diferentes. E o mapa de expansão que ele deixou é simples de aplicar em qualquer reunião de planejamento: onde você está agora, o que quer alcançar, o que precisa ser eliminado, quem pode acelerar esse processo, e qual o próximo passo imediato.
Lázaro do Carmo Jr. foi mais direto ainda sobre disciplina: obsessão vence talento, e cultura corporativa é hábito e decisão repetida, não discurso de parede. A frase que resume a visão dele sobre negócio: quem ganha dinheiro ganha uma vez só, quem faz, faz sempre. E deixou um teste simples para qualquer contratação: antes de contratar alguém, ligue sempre para o antigo empregador.
Propósito puxa resultado
Fechando com o lado mais pessoal do evento, teve espaço também pra história de superação e propósito, e foi ali que o público mais se emocionou.
Rick Chesther abriu a fala dele com uma frase que tocou de instantâneo quem estava lá: “eu sou o resultado do não que eu dei a todos os nãos que me deram”. Ele falou sobre dominar a vergonha da rejeição, o tédio da repetição e a dor do feedback, e deixou um conselho que vale tanto pra vida quanto pra negócio: seja um grato insatisfeito, tenha gratidão pelo que tem, mas deixe a insatisfação te mover pro próximo nível.
Thalysson Girão, que trabalha como influenciador, resumiu em uma frase só o que muita marca ainda não entendeu: hoje não falta conteúdo, falta conexão. E Fábio Farias, da Love Gifts, trouxe a pergunta que a Mirô mais usa quando está revisando estratégia de cliente: você compraria de você mesmo?
Dá pra resumir o Summit Paraíba 2026 numa frase: marca que dura é marca que decide o que quer ser, entrega resultado de verdade e constrói confiança devagar, sem atalho.
É basicamente o que a Mirô tenta fazer todos os dias, conectando marcas com influenciadores de um jeito que gere impacto real, não só número bonito de alcance. Se você esteve no evento e quer trocar ideia sobre algum desses pontos, ou se não esteve e quer entender como aplicar isso na comunicação da sua marca, conheça nossa consultoria ou fale com a gente.